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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Christmas Food Court Flash Mob, Hallelujah Chorus - Must See!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Prof. Harold Lewis: aquecimento global é a “maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico”

Verde: a cor nova do comunismo: Prof. Harold Lewis: aquecimento global é a “maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico”



Prof. Harold Lewis: aquecimento global é a “maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico”
Posted: 15 Nov 2010 12:58 PM PST
Harold Lewis, professor emérito de física da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, renunciou à Sociedade Americana de Física.

O número de títulos do catedrático é como que infindo. Seguem em inglês:


Harold Lewis is Emeritus Professor of Physics, University of California, Santa Barbara, former Chairman; Former member Defense Science Board, chairman of Technology panel; Chairman DSB study on Nuclear Winter; Former member Advisory Committee on Reactor Safeguards; Former member, President’s Nuclear Safety Oversight Committee; Chairman APS study on Nuclear Reactor Safety Chairman Risk Assessment Review Group; Co-founder and former Chairman of JASON; Former member USAF Scientific Advisory Board; Served in US Navy in WW II; books: Technological Risk (about, surprise, technological risk) and Why Flip a Coin (about decision making)

Eis o texto da carta feita pública pelo próprio professor Hal Lewis.

De: Hal Lewis, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara

Para: Curtis G. Callan Jr., da Universidade Princeton, presidente da Sociedade Americana de Física

6 de outubro de 2010

Caro Curt:

Quando eu ingressei na American Physical Society há sessenta e sete anos atrás ela era muito menor, muito mais delicada, e ainda não corrompida pela inundação de dinheiro (uma ameaça contra a qual Dwight Eisenhower advertiu há meio século).

Na verdade, a escolha da física como profissão era, então, uma garantia de uma vida de pobreza e de abstinência. Foi a Segunda Guerra Mundial que mudou tudo isso. A perspectiva de ganho mundano levou alguns físicos.

Tão recentemente quanto 35 anos atrás, quando eu presidi o primeiro estudo APS de uma controversa questão social/científica, o The Reactor Safety Study, embora houvesse fanáticos em grande quantidade no exterior não havia indício algum de pressão descabida sobre nós como físicos. Éramos, portanto, capazes de produzir o que eu acredito que foi e é uma avaliação honesta da situação naquele momento.

Estávamos ainda reforçados pela presença de uma comissão de fiscalização composta por Pief Panofsky, Vicki Weisskopf e Hans Bethe, todos eles físicos proeminentes e irrepreensíveis. Fiquei orgulhoso do que fizemos em uma atmosfera carregada. No final, a comissão de fiscalização, no seu relatório ao Presidente APS, observou a total independência em que fizemos o trabalho, e previu que o relatório seria atacado pelos dois lados. Que melhor homenagem poderia haver?

Quão diferente é agora. Os gigantes já não caminham sobre a terra, e a inundação de dinheiro tornou-se a razão de ser de muita pesquisa em física, o sustento vital para muito mais, e fornece o suporte para um número incontável de empregos profissionais.

Por razões que logo ficarão mais claras o meu orgulho em ser um ex-companheiro APS todos esses anos foi virando vergonha, e eu sou forçado, absolutamente sem prazer, a oferecer-lhe minha renúncia da Sociedade.

É claro, o embuste do aquecimento global, com os (literalmente) trilhões de dólares que corromperam muitos cientistas, e levou a APS como uma onda gigantesca.

É a maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico. Qualquer um que tenha a menor dúvida de que isto é assim deve se esforçar para ler os documentos do Climategate, que a colocam a nu. (O livro de Montford organiza os fatos muito bem.) Eu não acredito que qualquer físico verdadeiro, mesmo o não cientista, pode ler esse material sem repulsa. Eu quase gostaria de fazer dessa repulsa uma definição da palavra cientista.

Então, o que tem feito a APS, enquanto organização, em face desse desafio? Ela aceitou a corrupção como a norma, e se deixou levar por ela. Por exemplo:

1. Há um ano, alguns de nós enviamos um e-mail sobre o assunto para uma fração da sociedade. A APS ignorou os problemas, mas o então presidente iniciou imediatamente uma investigação hostil para saber onde nós obtemos os endereços de e-mail. Em seus melhores dias, APS acostumava incentivar a discussão das questões importantes, e de fato a Constituição fixa isso como seu objetivo principal. No more. Não mais. Tudo o que foi feito no ano passado foi projetado para silenciar o debate.

2. A espantosamente tendenciosa declaração da APS sobre a Mudança do Clima aparentemente foi escrita às pressas por algumas pessoas durante o almoço, e certamente não é representativa dos talentos dos membros da APS como eu os conheço há muito tempo.

Então, alguns de nós pedimos ao Conselho que a reconsidere. Uma das notas de (in)distinção na Declaração foi a envenenada palavra “incontrovertível”, que se aplica poucos pontos na Física, e certamente não à questão climática. Como resposta a APS nomeou um comitê secreto que nunca conheci, que nunca incomodou-se em falar com algum “cético” mas, no entanto, aprovou a Declaração na íntegra. Eles admitiram que o tom havia sido um pouco forte, mas, engraçado, eles conservaram a palavra envenenada “incontrovertível” para descrever os fatos, posição que ninguém sustenta. No final, o Conselho manteve a declaração original, palavra por palavra, e aprovou um texto muito mais “explicativo”, admitindo que havia incertezas, mas pondo-as de lado para dar a aprovação genérica ao original.

A Declaração original, que ainda permanece como a posição APS, também contém o que eu considero um conselho pomposo e asinino a todos os governos do mundo, como se a APS fosse mestre do universo. Não o é, e estou envergonhado que nossos líderes pareça pensar que o é. Isso não é diversão nem jogos, essas são questões sérias que envolvem largos setores de nossa essência nacional, e a reputação da Sociedade enquanto sociedade científica está em jogo.

3. Nesse ínterim, o escândalo do Climategate irrompeu no noticiário, e as maquinações dos principais alarmistas foram reveladas ao mundo. Foi uma fraude em uma escala que nunca vi, e eu não tenho palavras para descrever sua enormidade. Qual foi o efeito sobre a posição APS?: nenhum. Nada mesmo. Isso não é ciência; há outras forças que estão agindo.

4. Então, alguns de nós tentamos atrair a comunidade científica para o fato (que é, afinal, a finalidade histórica pretendida pela APS) e coletamos as 200 assinaturas necessárias para apresentar ao Conselho uma proposta de um grupo de tópicos sobre Ciência Climática, achando que a discussão aberta das questões científicas está na melhor tradição da física, que seria benéfica para todos nós, e também seria uma contribuição para a nação. Eu poderia observar que não foi fácil coletar as assinaturas, uma vez que nos negaram o uso da lista de membros APS. Em qualquer caso nós agimos em conformidade com as exigências da Constituição da APS, e descrevemos com muitos detalhes o que tínhamos em mente, simplesmente para trazer o assunto à tona.

5. Para nosso espanto, a Constituição que se dane, o Sr. se recusou a aceitar nosso pedido, e fez uso de seu próprio poder sobre a lista de discussão para realizar uma pesquisa sobre se os membros tinham interesse numa TG sobre o Clima e o Ambiente. Você perguntou aos membros se eles assinariam uma petição para formar um TG sobre um tema ainda a ser definido e não forneceu formulário para petição alguma, assim você recebeu um monte de respostas afirmativas. (Se você tivesse perguntado sobre sexo teria obtido mais expressões de interesse.) Não saiu, naturalmente, nenhum pedido ou proposta, e você agora lançou um parte do Ambiente, de maneira que toda a questão ficou discutível. (Qualquer advogado teria te explicado que você não pode coletar assinaturas para uma petição vaga e, em seguida preencher com o que você quiser.) O objetivo de toda essa manobra foi evitar sua responsabilidade constitucional de encaminhar nossa petição ao Conselho.

6. A partir de então você montou um outro comitê segredo para organizar a sua própria TG, simplesmente ignorando a nossa petição legal.

A direção da APS driblou o problema desde o início, para suprimir a conversa séria sobre o mérito das reivindicações sobre alterações climáticas. Você se espanta que eu tenha perdido a confiança na organização?

Eu sinto a necessidade de acrescentar uma nota, e isso é conjectura, pois é sempre arriscado discutir os motivos das outras pessoas. Esta intriga no quartel geral da APS é tão bizarra que não pode haver uma explicação simples para ela. Alguns defendem que os físicos de hoje não são tão espertos como costumavam ser, mas eu não acho que isso seja um problema.

Eu acho que é o dinheiro, sobre o qual exatamente Eisenhower alertou meio século atrás. De fato, há trilhões de dólares envolvidos, para não falar da fama e da glória (viagens frequentes para ilhas exóticas) para quem é membro do clube. Seu próprio Departamento de Física (do qual é presidente) iria perder milhões por ano se estourasse a bolha de sabão do aquecimento global.

Quando a Universidade Estadual da Pennsylvania absolveu Mike Mann de delito, e a Universidade de East Anglia fez o mesmo com Phil Jones, elas não podem ter tido desconhecido as sanções pecuniárias que sofreriam se faziam o contrário. Como diz o velho ditado, você não precisa ser um meteorologista para saber para que lado o vento está soprando.

Posto que eu não sou filósofo, eu não vou explorar até que ponto o auto-interesse esclarecido cruza a fronteira da corrupção, porém uma leitura atenta dos noticiário do Climategate deixa claro que esta não é uma questão acadêmica.

Eu não quero parte nenhuma nela, por isso, peço-lhe aceitar a minha demissão. A APS já não me representa, mas espero que ainda nós sejamos amigos.

Hal


(Fonte: “The Telegraph”, October 9th, 2010).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Salvar a Mata Atlântica não é prioridade

Salvar a Mata Atlântica não é prioridade
25 Out 2010, 16:32

Saira-lagarta (Tangara desmaresti): riqueza da biodiversidade da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC).

Se as pessoas percebessem como realmente a natureza é perfeita, frágil e única, as sociedades humanas não precisariam de nenhuma lei para protegê-la. Todos teriam um cuidado extremo para manter intocáveis os vestígios que ainda restam dos ecossistemas e o bordão “a natureza faz parte da nossa vida” deixaria de ser uma frase tão oca.

Não existe jeito melhor de entender como a natureza funciona e o verdadeiro sentido da vida do que percorrer a trilha de uma mata preservada. Por outro lado, não existe também nada mais deprimente do que andar em uma mata, admirar toda aquela fabulosa diversidade de formas de vida interagindo e saber que mais cedo ou mais tarde tudo isso não estará mais ali, será destruído para sempre.

Apesar de devastação ser intensa e a biodiversidade estar sendo aniquilada, a prioridade máxima para investimentos é a “restauração”, termo que é usado indevidamente, já que não se restaura nada, apenas se planta algumas mudas de árvores. É óbvio que recuperação de áreas é importante e necessária, mas não tem urgência e não faz o menor sentido diante deste quadro alarmante de desmatamento. Pressa é preciso ter para salvar o que está sendo destruído.

Além disso, a regeneração ocorre espontaneamente por processos naturais, que é mais segura, praticamente não envolve recursos e é muito rápida quando próxima a uma mata preservada, se o resultado esperado a curto prazo é a formação de um capoeirão. Os bananais abandonados na Serra do Mar da região norte de Santa Catarina, por exemplo, são engolidos pela floresta em menos de 10 anos. O pomar e a área de 0,5 ha desmatada na véspera da compra da área que posteriormente transformamos na RPPN Santuário Rã-bugio também levou menos de 10 anos para ser espontaneamente recoberta pela floresta (o monitoramento foi registrado por fotos).


Imagem de uma parte da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), mostrando o vale do rio do Couro (afluente do rio Itajaí).

Os adeptos da tal “restauração” ficam entorpecidos porque a atividade dá muito dinheiro e não gera conflito com os devastadores, que passam a ser a alma deste lucrativo negócio. Nesta simbiose perversa quanto mais destruição, mais dinheiro se ganha. A “restauração” ganha também muito mais atenção da mídia, já que enaltece a magnificência do homem na natureza. Um falso poder de reconstruir o que destrói, como se a complexidade de um ecossistema tropical fosse um simples campo de agricultura ou um jardim. É uma ilusão acreditar ser possível restaurar o que foi destruído, como se fosse possível ressuscitar milhares de formas de vida.

Contudo, saindo do mundo da fantasia, não existe satisfação maior do que aquela proporcionada ao se contemplar um raro fragmento de floresta tropical de verdade, como é a nossa Mata Atlântica, repleta de formas de vida, com gigantescas árvores centenárias cheias de bromélias e cipós, que até aqui tem conseguido escapar da devastação.

Não tem uma caminhada pelas trilhas que não reserve surpresas de causarem êxtase, como encontrar uma ave ou mamífero ameaçado de extinção, uma linda borboleta rara, uma serpente ou anfíbio e assim por diante. Comportamentos da fauna desconhecidos, às vezes, até da ciência são também comuns de serem observados quando entramos em uma floresta de verdade, bem preservada.


Quati (Nasua nasua) acuado numa árvore na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC).

Um comportamento que me chama atenção é o dos quatis (Nasua nasua). Eu sempre ouvia falar coisas muito negativas destes animais, porque devido à perda do hábitat eram socados em ilhas, zoológicos, unidades de conservação etc., onde eram mantidos por perto com muita comida para servirem de atrativo aos turistas e, desta experiência desastrosa de interferir na natureza, acabaram por difamar o quati, como se ele fosse o vilão. A sorte dele é ser muito simpático, o que lhe garante certa imunidade contra preconceitos perante a população. Mas o comportamento dos quatis que a gente ainda vê na natureza, lutando para sobreviver nos fragmentos cada vez menores, é totalmente diferente daqueles quatis revirando o lixo dos centros de visitação das unidades de conservação.

No ano passado, presenciamos um fato desagradável quando estávamos percorrendo uma das trilhas da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), de nossa propriedade, que fica inserida em uma imensa mata preservada contínua que se estende por milhares de hectares às margens do rio Itajaí (que passa em Blumenau). Após uma hora de caminhada, observando muitas aves e pegadas de mamíferos, nossa alegria foi interrompida ao ouvimos latidos incessantes de cães, que denunciavam a presença de caçadores naquele domingo de manhã. Em seguida, ouvimos um tiro. O jovem agricultor que nos acompanhava, morador do entorno, nos explicou que certamente tratava-se do abate de um quati. Explicou a técnica utilizada: os cães localizam o grupo de quatis no chão e estes fogem subindo na árvore mais próxima que nem sempre está com a copa conectada com outras árvores. Então, o quati que teve o azar de subir numa árvore isolada fica acuado com os cães em baixo latindo até o caçador chegar, quando recebe o tiro certeiro.

Mas o desgosto deste dia foi recompensado algumas semanas depois. Finalmente eu consegui dar de cara com um grupo de quatis que estava fuçando o chão da floresta. Na fuga, três deles subiram nas árvores erradas e ficaram desesperados. Procurei tirar algumas fotos para sair o mais rápido possível dali de tão angustiante que era observar a reação de pânico destes simpáticos animais. Além do som característico que emitiam, um deles (uma fêmea), defecou e urinou sobre mim, quase acertando o alvo - escapei por pouco. Foi aí que eu percebi como estes animais são vulneráveis, tornam-se presas fáceis dos caçadores e por isso já foram exterminados da maior parte dos fragmentos isolados de Mata Atlântica.

Ao analisar as fotos no computador observei que a fêmea tinha os mamilos bem salientes e totalmente expostos, revelando que estava em lactação, ou seja, com filhotes. Um detalhe que certamente é ignorado pelos caçadores, que impiedosamente abatem a tiros todos que estiverem acuados.

Um dos benefícios dos quatis para a floresta que se nota na RPPN é a atividade de eles revolverem o solo e troncos em decomposição a procura de invertebrados (minhocas, larvas etc.). Por onde quer que a gente ande, o chão da floresta está todo revirado. Neste longo período de estiagem, uma das secas mais severas que já ocorreram na região, observamos algo surpreendente. O leito do rio principal estava com água cristalina, enquanto um dos afluentes, que nasce e tem todas sua extensão dentro de mata primária da RPPN, estava com a água bastante turva, o que não ocorre nem após as chuvas fortes. Logo descobrimos o que estava acontecendo.

Com a seca, os quatis e também os catetos (Tayassu tajacu) se concentraram e passaram a fuçar somente nas margens deste riacho (desrespeitando as APPs), o único lugar úmido que restou, e desta forma produziam o efeito. Percorremos cerca de 400 metros desse riacho e encontramos suas margens completamente reviradas, com terrões que rolaram para o leito e estavam se dissolvendo, o que explicava a água turva. Foi interessante constatar que eles beneficiavam também os peixes nativos com este comportamento. Onde o riacho desembocava no rio principal havia uma concentração incrível de lambaris e outros peixes aproveitando a oportunidade de se alimentar dos petiscos lançados pelos quatis e transportados pelas águas deste riacho, muito bem vindos nesse período de grande escassez de comida devido à longa estiagem, incomum na região.

Contemplar tudo isso nos deixa apaixonados pela Mata Atlântica com toda sua riqueza de biodiversidade, mas é muito angustiante perceber que não há prioridade e tampouco urgência em deter esta destruição que ocorre de forma intensa. A integridade das poucas matas preservadas que ainda restam está muito vulnerável, há pressão de todo o tipo: desmatamento, caça, captura de aves para o tráfico, espécies invasoras como abelhas africanas e plantas. Defender as áreas remanescentes não dá dinheiro, só encrenca, mas se não mobilizarmos a sociedade para concentrar os esforços e os recursos para salvá-las, certamente estaremos condenando a Mata Atlântica à extinção, com uma enorme perda de biodiversidade.Tags:mata atlânticarppnsanta catarina

análise das conquistas do governo Fernando Henrique

esclarecedor - repasse esta mensagem.



Caros amigos,

Para quem se interessar, o texto faz análise das conquistas do governo Fernando Henrique, que têm sido usadas como argumento para que se vote no Serra.

O autor é economista e professor de economia, relações internacionais e ciência política. É também Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável, e Professor Visitante Sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Do seu currículo constam trinta e oito livros publicados e mais de setenta outros, como co-autor ou colaborador. Tem mais de cento e vinte artigos, já publicados e traduzidos em várias línguas.
Fica como sugestão para reflexão.



Blog de luisnassif

Carta de Theotonio dos Santos a FHCEnviado por luisnassif, seg, 25/10/2010 - 15:42

Carta Aberta a Fernando Henrique Cardoso
Theotonio dos Santos
Meu caro Fernando,

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile, na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais, e sim a partir de uma experiência política que reflete, contudo, este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil, teórica e politicamente, de sua gestão.

Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho do seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas, recomendo-lhes meu livro, já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).

Nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente na carta aberta.

O primeiro mito é o de que seu governo foi um êxito econômico, a partir do fortalecimento do real, e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito, alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os gênios locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.

No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40%, e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la, pelo menos até as eleições, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização. O fato é que quando você flexibilizou o câmbio, o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha pôr a
culpa da ameaça petista, pois esta desvalorização ocorreu muito antes da ameaça Lula. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?

Conclusões: O Plano Real não derrubou a inflação, e, sim, uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

Segundo mito: segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.

E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados esqueletos das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros nominais de 3 a 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada, que impedia a exportação, agravada, ainda mais, pelos juros absurdos que pagava, para cobrir o déficit que gerava.

Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste país, da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixe a cabeça e entenda porque nem os seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo...Obrigando-o a sair sozinho, nesta tarefa insana.

Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinque com a compreensão das pessoas. Em 1999, o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton, que colocou à sua disposição uns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos, e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.

Esperava-se aumentar as exportações do país para gerar divisas, para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal da sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas, apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo, que
inviabilizavam e ainda inviabilizam a competitividade de qualquer empresa.

Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este país.

Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo, mas não posso fazê-lo nem no campo cultural, para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da descoberta do Brasil. E no plano educacional, no qual você não criou uma só universidade, e entou em choque com a maioria dos professores universitários, sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não, Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.

Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente, que São Paulo construiu, não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido a suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história como um episódio de reação contra o verdadeiro progresso, que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.

Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês (e tenho a melhor recordação de Ruth), mas quero vocês longe do poder, no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional, se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.

Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço

thdossan...@terra.com.br
http://theotoniodossantos.blogspot.com/

(*) Theotonio dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Avião movido a pedal voa batendo asas

Avião movido a pedal voa batendo asas: "Apesar de sua envergadura ser comparável à de um Boeing 737 - 32 metros - o Snowbird pesa menos do que os travesseiros a bordo do avião comercial - meros 42 quilogramas."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Primeiro Programa eleitoral José Serra

Segundo Programa eleitoral José Serra

RIGOTTO PERSEGUE JORNALISTA E QUER FECHAR JORNAL! "JÀ"

RIGOTTO PERSEGUE JORNALISTA E QUER FECHAR JORNAL! « Luizmuller's Blog | Vivo Media Group
Trackback em setembro 10, 2010 às 4:01 am

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

APITERAPIA

Além de produzir mel, cera, própolis e geléia real, os insetos estão sendo usados também na cura de doenças. O tratamento é feito à base de picadas e veneno de abelhas. Mais uma habilidade em favor da saúde humana das pequenas abelhas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

É BOM PRA QUE(M)? Dráuzio Varela

Aho familia xamânica...trago um texto para colaborar no debate da monstruosidade...que a tv globo está fazendo com a sabedoria ancestral das plantas...
eu sou fitoterapeuta...e fico triste de ver tanta babozera...tanta ignorancia...e o papelão que Drauzio ta fazendo...com esse programa sem fundamento...
é óbvio que estão fazendo o mesmo que fizeram com o cimento...ambos não tem um século de história e através da midia sem vergonha...fazem parecer que antes deles não tinha nada...hoje eu trabalho com permacultura...construção ecológica... e temos informações científicas dos danos do cimento a saude..e tambem que as contruções que fizeram de cimento a 100 anos atras...estão caindo...ou seja ele perde o fator aglutinante com o tempo...ja as piramedes estão todos de pé...hehehhe
e os danos dos remédios? temos pesquisas suficientes dos efeitos colaterais??? voces sabiam que a aspirina ...é fabricada pela Byer..que fabrica venenos agrarios...e que era a antiga IG Farbem...fabrica de armas nazistas...braço direito...de Hitler? e que depois do fim da guerra se tornou Basf e Byer???
eu graças a deus não vi nenhum programa do Drauzio porque faz 12 anos que eu boicoto a TV...e recomendo o mesmo...o boicote é a solução...para frear este sistema doentio...
e tambem desde que entrei no caminho do guerreiro eu boicoto as Transnacionais Involutivas e Não Resgataveis (TINR's)...farmacia...coca-cola(financiadora da guerra do Iraque..malboro (Kunkusklan)...Monsanto...Unilever...Nestlé...etc...
convido a todos a este grande boicote...pela cura do planeta...
por todas as nossas relações...boicotem...ahooooo
(sucotrina, Lam.). A babosa é uma planta Liliácea medicinal, também chamada erva-babosa ou aloés. Dão-lhe ainda o nome de caraguatá. É uma planta semelhante ao ananás, mas de porte menor. As folhas são quase triangulares, grossas, suculentas, orladas de espinhos em serrilha. Tem cheiro forte. Do centro da planta sai uma vergôntea que se cobre, na parte superior, de flores amarelas, parecidas com as angélicas. Os frutos são ovóides, cheios de pequenas sementes. Na medicina, empregam-se as folhas, de que se extrai o suco. Tem propriedades emolientes e resolutivas, quando aplicada topicamente sobre inflamações, queimaduras, eczemas, erisipe-las, queda do cabelo, etc.

É Bom pra Quem?


No dia 5 de setembro, domingo, foi veiculado no FANTÁSTICO uma matéria intitulada “É BOM PRA QUE?”. A reportagem começa com a âncora do programa dizendo que a “babosa dos xampus” pode ser perigosa quando utilizada “para tratar o câncer”. Na sequência o Dr. Dráuzio Varella faz uma comparação entre a fitoterapia e a quimioterapia no tratamento do câncer entre outras patologias. O que me chamou a atenção foi a tendência explícita para denegrir a fitoterapia, principalmente como prática popular.

Toda a matéria foi pautada enfocando os perigos da prática fitoterápica, como se os seculares chás das nossas vovós fossem feitiçarias mortais para os pobres coitados moribundos enganados pelos bruxos dos fitoterapeutas. Eu pergunto: você já ouviu falar de alguém que morreu porque tomou boldo? Você já ouviu falar de alguém que foi parar no CTI porque usou quebra-pedra? Ou ainda, você já ouviu falar de alguém que tomou babosa para tratar o câncer e ficou fraco, careca e quase morreu? Em contrapartida, quantas pessoas que você conhece que depois que começaram a usar radiação e quimioterápicos para tratar o câncer morreram? Quem nunca soube de um caso de alguém que foi fazer um simples exame de radiografia que usa contraste e foi parar no CTI? Será que o Dr. Dráuzio Varella, porta-voz da verdade de plantão, está realmente preocupado com os chás, ou talvez sua preocupação esteja mais voltada para garantir o mercado da indústria farmacêutica? A Reportagem “É BOM PRA QUE?” É BOM PRA QUEM?

No dia 02 de janeiro de 2007 o jornal The New York Times publicou uma matéria assinada pelos jornalistas Gilbert Welch, Lisa Schwartz e Steven Woloshin intitulada epidemic of diagnoses (epidemia de diagnósticos) . O artigo começa com os jornalistas dizendo textualmente que “ a maior ameaça a saúde apresentada pela medicina americana é o fato de cada vez mais estar afundando não numa epidemia de doenças, mas sim numa epidemia de diagnósticos”. Eles mostram que tal epidemia tem graves e nocivos desdobramentos. O primeiro é o que eles chamam de medicalização da vida cotidiana. Na matéria dizem que “a maioria de nós passa por sensações físicas ou psicológicas desagradáveis que, no passado, eram consideradas como parte da vida. Se uma criança tossir depois de fazer exercícios, ela tem asma. Se tiver problemas com leitura, é disléxica. Se estiver infeliz, tem depressão. Se alternar entre euforia e tristeza, tem distúrbio bipolar.”. O segundo desdobramento é o que eles consideraram como uma tendência de descobrir doenças o quanto antes. Os jornalistas afirmam que “diagnósticos que eram usualmente restritos a moléstias graves, hoje são diagnosticados em pessoas que absolutamente não apresentam sintomas, os famosos grupos de risco e as pessoas com predisposição. Isso se dá graças a avançada tecnologia que torna possível qualquer diagnóstico em qualquer pessoa: artrite em pessoas sem dores nas juntas, úlcera em pessoas sem dores no estômago e câncer de próstata em milhões de pessoas que, não fosse pelos exames, viveriam da mesma forma e sem serem consideradas pacientes com câncer”.


O principal desdobramento da epidemia de diagnósticos, é o que os jornalistas intitulam de epidemia de tratamentos. Aqui eles mostram que “nem todos os tratamentos têm reais benefícios, mas quase todos podem ter reais prejuízos”. Finalizando o artigo os autores revelam que por trás da epidemia de diagnósticos existe um grande interesse , pois “ mais diagnósticos significa mais dinheiro para a indústria farmacêutica, planos de saúde, hospitais, e médicos”.

A Fitoterapia segundo uma publicação de 2006 do Ministério da Saúde assinada pelo atual Ministro da Saúde José Gomes Temporão e pelo então Secretário de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde Moisés Goldbaun intitulada Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS mostra que “o uso de plantas medicinais na arte de curar é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações. Ao longo dos séculos,produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças.Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário de seus países membros, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas.”

Parece que o Dr. Drauzio Varella e sua equipe fantástica da telinha estão na contramão da realidade. Nos Estados Unidos, berço da indústria farmacêutica , a tendência do povo é tratar SIM o câncer com babosa e aqui no Brasil as autoridades também estão acenando no mesmo sentido. O pior é que na reportagem ainda tentaram denegrir a imagem da Igreja Católica, que tem uma participação expressiva e legítima na prática popular da saúde em regiões longínquas desse nosso país continental, onde não existe tecnologia e muito menos tecnólogos da saúde, onde só as plantas fazem a diferença, graças a Deus!

É BOM PRA QUEM? Vou deixar a resposta para o Médico Britânico, o Dr. Vermon Coleman, autor , entre outros, do Bestseller Bodypower (O poder do corpo): “A prática da medicina é um grande negócio. Milhares de empresas têm interesse documentado na sua doença”. Por isso é que querem que você fique com medo da Babosa. É FAN-TÁS-TI-CO!



Carlos Lyrio
Médico e Diretor do Instituto Roberto Costa - Petrópolis-RJ
e-mail: contato@robertocosta.org.br
Twitter : @_robertocosta

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner

Johanna Döbereiner

Hoje vou citar outro marco em minha vida profissional, “formadora” Drª.:Johanna Döbereiner

Minha eterna gratidão, respeito e admiração!



Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner

Johanna Döbereiner nasceu em Aussig, Checoslováquia, numa região cuja língua era o alemão. Seu pai, que era físico-químico, mudou-se com a família para a capital quando Johanna ainda era pequena, e foi professor de Química na Universidade de Praga. Era também proprietário de uma pequena fábrica de produtos químicos de uso na agricultura.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, a população de língua alemã foi intensamente perseguida na Checoslováquia – os que sobreviveram foram expulsos do país. Foi o que aconteceu com Johanna, que seguiu com os avós para a Alemanha Oriental, onde trabalhou para o sustento dos três, numa fazenda, ordenhando vacas e espalhando esterco para adubar o solo. Com a morte dos avós, já idosos, conseguiu encontrar, na Bavária, pai, irmão, tia e primas. Sua mãe falecera em Praga, num campo de concentração instalado depois da guerra. Johanna foi, então, para a região de Munique. Trabalhou inicialmente numa pequena propriedade rural e, depois, numa fazenda maior, que produzia variedades melhoradas de trigo. Em 1947 iniciou o curso de Agronomia na Universidade de Munique, onde conheceu o estudante de Medicina Veterinária, Jürgen, com quem se casou em 1950. Nesse mesmo ano, seguindo os passos do pai, emigrou para o Brasil, com uma recomendação para o Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária, onde começou a trabalhar em Microbiologia do Solo. Seu filho mais novo, Lorenz, também iniciou uma brilhante carreira de cientista como geólogo mas foi tragicamente assassinado num assalto em 1997. A Sociedade Brasileira de Engenharia e de Geologia criou o Prêmio Lorenz Döbereiner para jovens geólogos. Johanna Döbereiner naturalizou-se brasileira em 1956. Morreu aos 75 anos, no dia 5 de outubro de 2000, em Seropédica, interior do Estado do Rio de Janeiro.

Ao chegar ao Brasil, em 1951, a doutora Johanna começou a trabalhar no Laboratório de Microbiologia de Solos do antigo DNPEA, do Ministério da Agricultura. Em 1957 era pesquisadora assistente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológi¬co – CNPq e, em 1968, pesquisadora conferencista. Entre 1963 e 1969, quando poucos cientistas acreditavam que a fixação biológica de nitrogênio – FBN – poderia competir com fertilizantes minerais, Johanna Döbereiner iniciou um programa de pesquisas sobre os aspectos limitantes da fixação biológica de nitrogênio – FBN – em leguminosas tropicais. O programa brasileiro de melhoramento da soja, iniciado em 1964, foi influenciado – como tantas outras pesquisas nas regiões tropicais – pelos trabalhos de Johanna Döbereiner, tendo representado, na época, uma quebra de paradigma.

Totalmente baseado no processo de FBN, o programa brasileiro de melhora¬mento da soja desenvolveu-se no sentido inverso ao da orientação dos EUA, maior produtor mundial de soja, que elaborava tecnologias de produção apoiadas no uso intensivo de adubos nitrogenadas. Os estudos da Dra. Johanna permitiram que a fixação do nitrogênio pelas plantas fosse feita pela bactéria rhizobium. Dessa forma, a soja gerava seu próprio adubo.

A alternativa brasileira de estabelecer simbioses eficientes com rizóbios permitiu a eliminação dos adubos nitrogenados na cultura da soja, o que representa uma economia anual de mais de dois bilhões de dólares para o Brasil. Foi assim que os produtores brasileiros de soja puderam ver diminuídos seus custos de produção e a soja conseguiu competir com sucesso no mercado internacional. A crise de energia aumentou o interesse na pesquisa sobre FBN, estendendo-a às associações entre gramíneas e micror¬ganismos diazotróficos. Foi constante a presença da Dra. Döbereiner nesses estudos, desde as descobertas iniciais da ocorrência de Azotobacter paspali em associação com raízes de Paspalum notatum, até as associações de várias bactérias diazotróficas em simbiose endofítica com plantas não leguminosas. Foram descobertas nove espécies de bactérias diazotróficas associadas a gramíneas, cereais e tuberosas. Os melhores resultados ocorreram com algumas espécies de cana-de-açúcar. O trabalho da Dra. Döbereiner permitiu o desenvolvimento de parcerias nacionais e internacionais com a Alemanha, os Estados Unidos e a Bélgica, assim como com outros países do Terceiro Mundo no qual a Embrapa Agrobiologia é considerada centro de excelência. Seu trabalho influenciou vários pesquisado¬res, principalmente seus discípulos Vera L. Divan Baldani e Verônica Reis, que dão continuidade à linha de pesquisa em FBN em plantas não-leguminosas. Autora de mais de 500 títulos, Johanna Döbereiner foi professora e orientadora de vários cientistas que hoje ocupam posição de destaque na pesquisa e na administração da pesquisa no Brasil, salientando-se Avílio Antônio Franco, Fabio Pedrosa, Helvécio De-Polli, José Ivo Baldani, José Roberto Peres, Maria Cristina Prata Neves, Maria de Fátima Moreira e Pedro Arraes, dentre outros. Em 1995, quando completou 71 anos, a comunidade científica organizou em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, um simpósio internacional Sustainable Agriculture for the tropics: The role of Biological Nitrogen Fixation, do qual participaram 150 cientistas de 30 países. Os anais do encontro foram publicados em número especial da revista Soil Biology & Biochemistry, honraria que poucos expoentes da ciência no mundo obtiveram. Johanna Döbereiner teve assento na Academia de Ciência do Vaticano e foi dos poucos brasileiros a ter o nome presente na lista de indicações do Prêmio Nobel. Em 1996 recebeu o Prêmio por Excelência, Destaque Individual da Embrapa.

Prêmios:

por chagas última modificação 14/08/2008 15:31

1976
Prêmio Frederico Menezes Veiga da Embrapa.

1977
Membro efetivo da Academia Brasileira de Ciências.

1977
Ordem do Rio Branco (Oficial).

1977
Prêmio Agricultura de Hoje (Pesquisa) - Bloch Editores.

1978
Membro da Academia Pontifícia de Ciência do Vaticano, nomeada pelo Papa Paulo VI.

1979
Cidadã honorária do Rio de Janeiro.

1979
Prêmio Bernardo Houssay da OEA.

1981
Membro fundador da Third World Academy of Sciences.

1982
Homenagem cedida pelo XII International Congress of Soil Science - India.

1983
Membro Fundador da Third World Academy of Sciences.

1985
Promoção para Comendador na Ordem do Rio Branco.

1986
Premiada como destaque pela Sociedade Nacional de Agricultura.

1987
Distinção “A Lavoura 1986” da Sociedade Nacional de Agricultura.

1988
Cidadã honorária de Itaguaí.
Vallée de Biotecnologia, FENABIO concedido pela Associação Brasileira das Empresas de Biotecnologia (ABRABI).

1989
“Prêmio de Ciência 1989” da Unesco.

1989
Ordem Nacional do Mérito (oficial).

1990
Promoção na Ordem de Rio Branco para Grande Oficial.

1990
Ordem de Mérito de Primeira Classe da República Federal da Alemanha.

1991
Medalha Júlio 11 da Sociedade Mexicana de Microbiologia.

1991
Ordem de Mérito do Tribunal Superior do Trabalho, Brasília.

1992
Prêmio México de Ciência e Tecnologia entregue pelo Presidente do México.

1993
Grã-cruz da Ordem Brasileira de Mérito.
Prêmio Antônio Secundino de São José concedido pela FENAMILHO, Patos de Minas.

1994
Membro da Academia de Ciência em Nova York.

1994
Grã-cruz da Ordem Brasileira de Mérito.

1995
Medalha TWAS.
Honra ao Mérito da ESAL, MG

1996
Premiação por Excelência. Destaque Individual, Embrapa. Brasília, DF.

1997
Mulher do Ano – Prêmio outorgado pela revista Claudia.
Prêmio de Excelência Embrapa

1999
Indicação para o prêmio Nobel de química.

1999
Diploma de Mérito Profissional – CREA/RJ.

2000
Cientista citada pela revista Ciência Hoje no pôster comemorativo dos 500 anos do Brasil.



Fonte das informações: EMBRAPA.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Óleo de Copaiba