SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS

Essa página é uma brincadeira que faço, com intuito de repassar aos amigos frações do meu dia-a-dia na forma de leituras, imagens, vídeos ou o que for aparecendo,....

nada de seriedade, é pra se divertir mesmo

Páginas

quinta-feira, 27 de junho de 2013

AFRICANIZAÇÃO DAS "Apis mellifera" NO BRASIL

Texto de: Jefferson L Bandero
Desenho de: André Rossoni
“Em 1950, a apicultura brasileira sofreu grandes perdas em função do surgimento de doenças e pragas. Estima-se que 80% das colônias tenham sido dizimadas, gerando queda drástica na produção. Com o objetivo de aumentar a resistência às doenças das abelhas no País, em 1956 o professor Warwick Estevam Kerr, com apoio do Ministério da Agricultura, dirigiu-se à África para selecionar colônias de abelhas africanas A. mellifera scutellata que fossem produtivas e resistentes a doenças. As rainhas foram introduzidas no apiário experimental de Rio Claro, Brasil, para serem testadas e comparadas com as abelhas italianas e pretas. Entretanto, um incidente contribuiu para que 26 colônias de abelhas africanas enxameassem 45 dias após a introdução”, as quais cruzaram com as abelhas existentes no país dando origem a um novo tipo de abelhas, as híbridas africanizadas mais agressivas, que chegaram a ser chamadas de abelhas assassinas, devido diversos acidentes provocados pelas picadas e, principalmente pela falta de equipamentos de manejo e técnicas adequadas para essa nova realidade. Pesquisas realizadas por professores da USP indicam que a velocidade de dispersão desse inseto é de 320 Km/ano[1],ilustrado por ROSSONI, 2013 (Fig.9)([3]).
São reconhecidamente mais trabalhadoras e menos sensíveis a doenças dando-nos um aumento considerável em produção de mel, além da grande vantagem de termos muito poucos problemas sanitários, embora os produtores de rainhas continuem sempre melhorando através de seleções positivas por comportamento higiênico e produção.Utilizando essas informações fizemos uma inferência desse avanço da hibridização das Apis no Brasil, e o mapa fica da seguinte forma, com início no ponto em Rio Claro (SP) em 1956, alcançando toda a área do Brasil em 1966,... de acordo com as estimativas dos pesquisadores.([1])

Fig.9 Africanização da Apis no Brasil.

Deste cruzamento entre as espécies europeias (Apis mellifera mellifera e A. mellifera ligustica e A. mellifera caucasica) e a africana (Apis mellifera scutellata) devido ao grande aumento do instinto de defesa (agressividade) causou uma grande baixa no número de apicultores na atividade, e na década de 1970 com os avanços de novas técnicas de manejo e a ampliação de produção nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte é que o Brasil passa a ter novos incrementes anuais de produção. Com a nova espécie popularizada vemos que elas são muito mais resistentes a doenças, dispensando a utilização de remédios e tratamentos, sendo muito mais produtivas do que as espécies europeias, passando dos tradicionais 15Kg/colmeia/ano para valores bem maiores como o apicultor Sérgio Celmer de Santa Carmem que em 2012 produziu 83,0Kg/colmeia num universo de 430 colmeias em apiário fixo em matas nativas, ocupando as reservas florestais desses locais.


[1] http://www.embrapa.br/imprensa/artigos/2011/o-inicio-da-apicultura-no-brasil/#

Nenhum comentário: